Como aproveitar para avaliar os riscos em tempos de pandemia

Ao observar o que acontece no lado de fora da residência, notamos que o Brasil encontra-se dividido entre acreditar nos risco ou ignora-lo.

Na sociedade de hoje, surtos de doenças infecciosas podem se espalhar rapidamente por todo o mundo, alimentados pela rapidez com que viajamos pelas fronteiras e continentes. Essa condição associada ao descrédito vivido por muitos, ignorando qualquer possibilidade de contágio e acreditando na sorte, possibilita que qualquer vírus com facilidade de transmissão seja um grande problema, não só de saúde, mas também econômico e de segurança.

Parte dos brasileiros, que normalmente apenas um observam de forma descrente do que acontece no mundo, favorece a ideia de que nada ocorrerá aqui, que não passa de uma situação hipotética e até explorada por algumas classes sociais ou políticas. Observando esse condição, podemos criar um cenário e colocar que essa questão como preocupante para qualquer preparador.

Em meio a COVID-19 as pessoas estão nas ruas – foto: Eliana Nascimento/G1 AM 03/04/2020 13h24

Quantos amigos ou amigas e até familiares estão descréditos com a realidade não só do país mas no que ocorre no mundo? Já se pegou fazendo essa pergunta? Nada melhor que observar as redes sociais e até vizinhos. Mas qual o perigo que estamos falando?

O perigo para a saúde, e suas preparações é iminente para qualquer pessoa que está tratando a situação com seriedade, tendo como referência a história. Os mais desprovidos serão os mais afetados, seja por falta de conhecimento de causa, desabastecimento, falta generalizada de trabalhos que acarretará na falta de poder econômico, de compra de materiais básicos para alimentação. É natural que uma sociedade relativamente dividida e fragilizada pelas questões atuais tenham os aproveitadores do caos.

O caos poderá ser observado não só como uma condição generalizada de distúrbios globais ou continental, mas observando as situações regionais onde o estado não tenha como conter saques, mortes fúteis e até bloqueios. Possa até ser que você esteja observando esse cenário, mas será que está ciente que ele é um risco para você e sua família?

Crédito: AFP

Quantas pessoas sabem que você é um preparador? Quantas pessoas ou até familiares sabem que você leva a sério ou imaginam que você possa ter condições de passar tempos difíceis com certa segurança, diferentemente deles? Essa é a questão; ser um alvo perante a um caos regional. A prioridade de qualquer preparador é observar os cenários, imaginar o pior possível e se preparar para o que possa ocorrer, mas não significa que vai ocorrer, mas se ocorrer você estará relativamente melhor que outras pessoas, ou não?

Uma pergunta que nos devemos fazer é a seguinte: Setembro do ano de 2019 você imaginaria uma situação no qual estamos passando? Nos preparamos mesmo depois de observar o crescimento e taxa de transmissão no restante do mundo, mesmo antes de chegar ao Brasil?

Ainda temos preparadores que não estão observando o cenário, e isso é o correto para um preparador? Notamos uma certa calmaria e acomodação no que está ocorrendo e isso é muito perigoso, pois quando relaxamos é que nos pegamos em situações perigosas. Quanto mais nos acomodamos, mas nos colocamos em risco e essa “normalidade” passa a ser de risco considerável.

Notamos que a atual situação nos proporciona um conhecimento da população e daqueles que estão ao nosso lado, avaliar, entender e imaginar futuras situações nos quais poderão afetar diretamente a nossa segurança. Uma simples comparação entre a situação real e uma hipotética é a possibilidade de um novo vírus com taxa de mortalidade acima de 40% em nosso país. Observe todos os céticos com a atual situação, agora faça uma análise que apenas 46% das pessoas aderiram ao isolamento social na maior cidade do país, de acordo com a agência governamental (Empresa Brasil de Comunicações – EBC), enquanto 54% das pessoas, de acordo com especialistas, expondo familiares e amigos com a possibilidade de contrair na rua e levar para seu lar.

Peguntas que precisamos responder para a nossa segurança:
– Parte da população é formada por céticos?
– Parte da população poderá padecer perante de uma nova ameaça?
– Suas reservas não estão seguras com seu amigos cientes que você é preparador?
– Quem será procurado por amigos e familiares em uma situação de caos?
– O seu deslocamento ou residência estará segura em uma situação futura?
– Se neste ou no próximo ano ocorrer uma crise econômica séria no país, quais seus planos?
– Se faltar alimento para as populações mais desprovidas, elas vão aguardar o governo até quando?

Faça um teste, reescreva essas perguntas em um papel e responda, veja o quanto está preparado para uma situação hipotética.

Ressaltamos que independente de governos, e a premissa de que qualquer preparador obedeça as leis vigentes, é fundamental que ele tenha uma visão para algum momento no qual o governo não terá condições de mantê-lo em segurança ou abastecido.

O perigo nem sempre está onde se imagina, a necessidade de suas preparações e redundâncias, são medidas que lhe proporcionarão manter-se em segurança em um momento necessário.

Em um estudo divulgado pela PubMed Central® (PMC) de 2014, afirma a deficiência global referente a possíveis pandemias e as classes afetadas.
“Relatos históricos de pandemias de gripe e relatórios contemporâneos sobre doenças infecciosas demonstram claramente que a pobreza, a desigualdade e os determinantes sociais da saúde criam condições para a transmissão de doenças infecciosas, e as disparidades ou desigualdades existentes na saúde podem contribuir ainda mais para cargas desiguais de morbidade e mortalidade. No entanto, até o momento, estudos de planos de pandemia de gripe em vários países encontram pouco ou nenhum reconhecimento de desigualdades na saúde ou tentam envolver populações desfavorecidas para abordar explicitamente o impacto diferencial de uma pandemia sobre elas. Para cumprir as metas e objetivos da Agenda Global de Segurança em Saúde, argumentamos que os parceiros internacionais, da OMS a países individuais, devem lidar com os determinantes sociais da saúde e as desigualdades existentes na saúde e ampliar sua visão para incluir esses fatores, para que as doenças que podem começar entre subpopulações socialmente desfavorecidas não passem despercebidas e se espalhem pelas fronteiras . Esses esforços exigirão repensar os sistemas de vigilância para incluir dados sociodemográficos; treinar equipes locais de pesquisadores e agentes comunitários de saúde, capazes de não apenas analisar dados para reconhecer fatores de risco para doenças, mas também usar métodos de simulação para avaliar o impacto de políticas alternativas na redução de doenças; integrar disciplinas de ciências sociais para entender o contexto local; e antecipar proativamente as deficiências na disponibilidade de recursos de saúde adequados, incluindo vacinas…”

Podemos imaginar e entender que classes desprovidas de assistência médica ou financeira, serão facilmente afetadas em uma situação de desabastecimento, de insegurança, entre outras situações que poderão ser utilizadas por grupos ou pessoas mal intencionadas, seja por cunho político ou não, mas estas ações poderá proporcionar a fagulha necessária para inflar determinados “incêndios sociais”.

Desejamos que as observações neste texto tenham lhe proporcionado um olhar sobre o que estamos vivendo, o que poderá acontecer e como a população reagirá a situação, tendo o COVID-19 como um laboratório do que está por vir.
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